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Blow-Up – Depois Daquele Beijo
Publicado por Guilherme Pin em 05.12.2016
Sinopse
Thomas é um fotógrafo de moda que não suporta mais o mundo em que vive. Um dia, ao passar por um parque de Londres, ele vê um casal à distância e resolve fotografá-los. Quando a mulher o procura e exige os negativos, ele se recusa. Instigado pela insistência dela, Thomas examina as fotografias e percebe que pode ter documentado, sem querer, um assassinato.
Ficha Técnica
  • Direção: Michelangelo Antonioni
  • Roteiro: Michelangelo Antonioni, Tonino Guerra
  • Gênero: Drama
  • Produção: Carlo Ponti
  • Elenco: David Hemmings, Sarah Miles, Vanessa Redgrave, Peter Bowles, Veruschka von Lehndorff
  • Nacionalidade: Reino Unido, Itália
  • Ano de Produção: 1966
  • Data de Lançamento: 08 de dezembro
  • Distribuição: Zeta Filmes
Classificação
  • Direção:
  • Roteiro:
  • Fotografia:
  • Trilha-Sonora:
  • Montagem:
  • Maquiagem:
  • Figurino:
  • Direção de Arte:
  • Elenco:
poster-blow-up Divulgação
Mesmo 50 anos longe dos cinemas brasileiros, o primeiro filme inglês do italiano Antonioni continua sendo atual, não atual em sua produção, mas sim nas discussões que gera. Conceitos de realidade, veracidade e ilusão são alguns dos pontos que ‘Blow-Up’ apresenta ao espectador. Apesar de uma Londres da década de 60, que levemente remete a conturbada Inglaterra de Anthony Burgess, a ambientação ainda consegue instigar o público com o mistério e as discussões.
Distante de um público atual, o relançamento do longa no Brasil pode fazer o filme voltar a causar as estranhas sensações e provocar as melhores discussões sobre o próprio ser, algo que o roteiro de Antonioni e de Guerra trabalha muito bem. Com um primeiro ato dedicado a apresentação de personagens e ambiente já causa estranheza no espectador que procura se identificar ao máximo com um personagem arrogante, mas misterioso e um tanto quanto romântico.
blow-up-01 Divulgação
O caminhar lento do roteiro é misturado com uma câmera também lenta de Antonioni, que nitidamente, procura ser cuidadoso na apresentação da história. É demorado o início da trama central e todo o mistério que o envolve, mas desde o começo de tudo é possível ser sugado por todo aquele ambiente e pelos personagens. Com mais lembranças a obra de Burgess e, consequentemente, a versão de Kubrick de ‘Laranja Mecânica’, as cores agressivas e duras, misturadas com todo erotismo e sensualidade, conseguem transmitir a violência londrina que Antonioni nitidamente queria.
Vencedor do Palma de Ouro e com duas indicações ao Oscar, ‘Blow-Up’ instiga o ser humano na história, por todo o mistério, questionamentos e sensualidade, além de conseguir gerar reflexões próprias sobre o ser e da veracidade daquilo que o espectador está vendo, principalmente, depois de um final questionável e todo voltado a reflexão.
blow-up-03 Divulgação
‘Blow-Up’, devido a um roteiro e um ritmo lento, com um perfil artístico, dificilmente consegue prender o público atual e mostra que é um filme preso em seu tempo, mas ainda assim, consegue trazer pontos atuais e apresentar técnicas de alta qualidade do cinema, principalmente no roteiro. Todo o seu final sem explicação é o típico final que o grande público procura distância, pois não conseguem retirar a essência da obra e nem os belos questionamentos que o mesmo proporciona, deixando o filme no cinema quando na verdade, devem ir além, e isso que faz um bom filme.
Não basta assistir a um filme com belo roteiro, direção e fotografia, e deixar tudo na sala de cinema, é sempre bom ter algo a mais, ter algo que é possível levar para fora. ‘Blow-Up’ traz tudo isso, um roteiro belissimamente bem escrito e uma direção que segura o roteiro na mão e o leva para uma dança sensual, mas ao mesmo tempo tensa. A falta de uma trilha marcante deixa o filme ainda mais incomodo e provocativo, causando as mais diversas emoções no espectador, o deixando instigado com todos os acontecimentos.
blow-up-02 Divulgação
Refletir sobre o que acabou de assistir e questionar sua própria lucidez e a do personagem, faz o final de ‘Blow-Up’ uma obra a parte, com uma cena um tanto perturbadora, devido à falta dessa lucidez que foi perdida logo nas primeiras cenas. Mesmo muito longe de conquistar um público atual, ‘Blow-Up’ é uma obra artística, e realizada pelo mais belo e cuidadoso artista.
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Pimenta FinalPimenta Dedo-de-Moça
A Pimenta Dedo-de-Moça é uma pimenta saborosa que pode ser encontrada líquida, fresca, em conserva ou desidratada na forma de flocos com sementes. É uma das pimentas mais famosas do Brasil. Representa os filmes bons, que valem a pena assistir, e que de alguma forma, conseguem despertar diferentes emoções no espectador.
Sinopse
Thomas é um fotógrafo de moda que não suporta mais o mundo em que vive. Um dia, ao passar por um parque de Londres, ele vê um casal à distância e resolve fotografá-los. Quando a mulher o procura e exige os negativos, ele se recusa. Instigado pela insistência dela, Thomas examina as fotografias e percebe que pode ter documentado, sem querer, um assassinato.
Ficha Técnica
  • Direção: Michelangelo Antonioni
  • Roteiro: Michelangelo Antonioni, Tonino Guerra
  • Gênero: Drama
  • Produção: Carlo Ponti
  • Elenco: David Hemmings, Sarah Miles, Vanessa Redgrave, Peter Bowles, Veruschka von Lehndorff
  • Nacionalidade: Reino Unido, Itália
  • Ano de Produção: 1966
  • Data de Lançamento: 08 de dezembro
  • Distribuição: Zeta Filmes
Classificação
  • Direção:
  • Roteiro:
  • Fotografia:
  • Trilha-Sonora:
  • Montagem:
  • Maquiagem:
  • Figurino:
  • Direção de Arte:
  • Elenco:
poster-blow-up Divulgação
Mesmo 50 anos longe dos cinemas brasileiros, o primeiro filme inglês do italiano Antonioni continua sendo atual, não atual em sua produção, mas sim nas discussões que gera. Conceitos de realidade, veracidade e ilusão são alguns dos pontos que ‘Blow-Up’ apresenta ao espectador. Apesar de uma Londres da década de 60, que levemente remete a conturbada Inglaterra de Anthony Burgess, a ambientação ainda consegue instigar o público com o mistério e as discussões.
Distante de um público atual, o relançamento do longa no Brasil pode fazer o filme voltar a causar as estranhas sensações e provocar as melhores discussões sobre o próprio ser, algo que o roteiro de Antonioni e de Guerra trabalha muito bem. Com um primeiro ato dedicado a apresentação de personagens e ambiente já causa estranheza no espectador que procura se identificar ao máximo com um personagem arrogante, mas misterioso e um tanto quanto romântico.
blow-up-01 Divulgação
O caminhar lento do roteiro é misturado com uma câmera também lenta de Antonioni, que nitidamente, procura ser cuidadoso na apresentação da história. É demorado o início da trama central e todo o mistério que o envolve, mas desde o começo de tudo é possível ser sugado por todo aquele ambiente e pelos personagens. Com mais lembranças a obra de Burgess e, consequentemente, a versão de Kubrick de ‘Laranja Mecânica’, as cores agressivas e duras, misturadas com todo erotismo e sensualidade, conseguem transmitir a violência londrina que Antonioni nitidamente queria.
Vencedor do Palma de Ouro e com duas indicações ao Oscar, ‘Blow-Up’ instiga o ser humano na história, por todo o mistério, questionamentos e sensualidade, além de conseguir gerar reflexões próprias sobre o ser e da veracidade daquilo que o espectador está vendo, principalmente, depois de um final questionável e todo voltado a reflexão.
blow-up-03 Divulgação
‘Blow-Up’, devido a um roteiro e um ritmo lento, com um perfil artístico, dificilmente consegue prender o público atual e mostra que é um filme preso em seu tempo, mas ainda assim, consegue trazer pontos atuais e apresentar técnicas de alta qualidade do cinema, principalmente no roteiro. Todo o seu final sem explicação é o típico final que o grande público procura distância, pois não conseguem retirar a essência da obra e nem os belos questionamentos que o mesmo proporciona, deixando o filme no cinema quando na verdade, devem ir além, e isso que faz um bom filme.
Não basta assistir a um filme com belo roteiro, direção e fotografia, e deixar tudo na sala de cinema, é sempre bom ter algo a mais, ter algo que é possível levar para fora. ‘Blow-Up’ traz tudo isso, um roteiro belissimamente bem escrito e uma direção que segura o roteiro na mão e o leva para uma dança sensual, mas ao mesmo tempo tensa. A falta de uma trilha marcante deixa o filme ainda mais incomodo e provocativo, causando as mais diversas emoções no espectador, o deixando instigado com todos os acontecimentos.
blow-up-02 Divulgação
Refletir sobre o que acabou de assistir e questionar sua própria lucidez e a do personagem, faz o final de ‘Blow-Up’ uma obra a parte, com uma cena um tanto perturbadora, devido à falta dessa lucidez que foi perdida logo nas primeiras cenas. Mesmo muito longe de conquistar um público atual, ‘Blow-Up’ é uma obra artística, e realizada pelo mais belo e cuidadoso artista.