Pipoca de Pimenta | Diversão é entender o conteúdo!
Capitão Fantástico
Publicado por Danilo Calazans em 21.12.2016
Sinopse
Nas florestas do Pacífico Norte, um pai de seis crianças com educação física e rigorosas é forçado a deixar seu paraíso ao ar-livre e ir viver na cidade. Será que lá ele será capaz de manter os valores que ensinou às crianças?
Ficha Técnica
  • Direção: Matt Ross
  • Roteiro: Matt Ross
  • Gênero: Drama, Comédia
  • Produção:
  • Elenco: Viggo Mortensen, Frank Langella, Kathryn Hahn
  • Nacionalidade: EUA
  • Ano de Produção: 2016
  • Data de Lançamento: 22/12/2016
  • Distribuição: UNIVERSAL PICTURES
Classificação
  • Direção:
  • Roteiro:
  • Fotografia:
  • Trilha-Sonora:
  • Montagem:
  • Efeitos Especiais:
  • Maquiagem:
  • Figurino:
  • Efeitos Visuais:
  • Direção de Arte:
  • Elenco:
fantasticoposter OS PRÓS E CONTRAS DE 'CAPITÃO FANTÁSTICO' EM 9 TÓPICOS SIMPLES E OBJETIVOS.
‘Ele os preparou para tudo, exceto para o mundo externo’.
RESUMO: Ben (Viggo Mortensen) vive na floresta, longe da civilização com seus seis filhos. Lá ele os educa e ensina a se fortalecerem física e emocionalmente contra os perigos da sociedade moderna. Mas tudo muda quando a mãe das crianças – que estava hospitalizada – morre e vai ser enterrada pelo seu pai, que não quer de forma alguma o viúvo na cerimônia. Ciente de que o ultimo pedido da esposa foi ser cremada, mesmo assim Ben parte com os filhos para a cidade para realizar esse desejo. O filme é escrito e dirigido por Matt Ross, um ex-ator (‘Psicopata Americano’, ‘O Aviador’) que dirige seu segundo longa-metragem na carreira.
ESSÊNCIA: ‘Capitão Fantástico’ foi inspirado pela experiência própria do diretor ao encarar a paternidade. Apesar de ser uma produção modesta, é um projeto bastante ambicioso pela forma como aborda os temas que se propõe a discutir. Eu vejo em sua essência um ensaio sobre o quanto do mundo em que vivemos nossos filhos precisam conhecer e o quanto é importante mantermos afastados deles. É possível viver em harmonia com a natureza na sociedade contemporânea? No caminho para responder essas questões, em sua maior parte o filme critica a sociedade consumista e por meio do choque cultural e de ideologias também questiona a eficiência do nosso sistema educacional, se estamos criando futuros seres pensantes ou pessoas condicionadas a viver eternamente sob o regime de instituições autoritárias, que controlam certos meios de produção.
ESQUERDISTA: O filme explora filosofias políticas que vão contra o governo como conhecemos hoje. O fato de, ao invés de comemorarem o Natal como a maioria das pessoas, fazerem uma festa em homenagem a Noam Chomsky – que também ficou conhecido por ser contra a ideia de controle centralizado da economia por parte do estado – fortalece esse argumento. Há um outo momento bem emblemático que é quando vemos Ben usando uma camiseta ‘Jackson 88’. Para quem não pegou a referência, Jesse Jackson foi um ativista negro que se candidatou duas vezes à presidência dos EUA, em 1984 e 1988. Ele era o candidato do partido democrata e ficou muito conhecido por criar a ‘Rainbow Coalition’, ou seja, uma política focada no auxílio a todas as minorias (afroamericanos, latinos, árabes, homossexuais, pobres e etc.). Jackson fora derrotado por Ronald Reagan e George W. Bush (pai), respectivamente.
Mais uma vez o figurino é usado para reforçar a ideologia do personagem Neste exemplo, o figurino é usado para reforçar a ideologia do personagem
ROTEIRO: O ‘coração’ do filme (ou seja, o evento que move as ações dentro da narrativa) é a morte de Leslie (Trin Miller), (a) esposa de Ben, (b) mãe das crianças e (c) filha de Jack (Frank Langella). É através desses três núcleos (a, b e c) que o espectador irá conhecer os pontos de vistas dos personagens para entendê-los melhor. Tanto Ben e Leslie quanto Jack, Harper e Dave (os parentes ‘civilizados’ de Leslie) representam o extremo de suas convicções (liberais ou conservadores). No centro dessa disputa de ideologias estão as crianças, alguns rebeldes, outros selvagens, mas ainda em uma jornada de autodescoberta. O filme decide explorar essa contradição por meio do drama particular vivido pelo filho mais velho Bo (George MacKay), que ao se aproximar da idade adulta passa a confrontar dilemas como escolher uma Universidade, se relacionar com garotas, coisas que não estão nos livros em que estudou.
SAÍDA DA ZONA DE CONFORTO: Ben e Leslie criaram seus filhos longe da civilização que consideravam ‘fascista’ e fútil, os educando em casa, ensinando a se defenderem fisicamente e a sobreviverem em um ambiente hostil. Isso os fortalece também como seres humanos, demonstrando muita união. Exceto pela saudade da mãe – que estava hospitalizada – eles viviam num verdadeiro paraíso particular. E ao desafiarem seu avô (que culpa Ben pela morte da filha) e irem para o enterro mesmo contra a vontade dele, as crianças (e Ben) vão aprender que o mundo é perfeito quando vivemos na nossa zona de conforto, mas quando nos arriscamos e confrontamos ideias contrárias as nossas convicções é que realmente estamos vivendo em sociedade e dispostos a crescer como pessoas.
ROAD MOVIE: Apesar de todo esse discurso que poderia ter tornado o filme uma verdadeira ‘chatice’ ideológica, acredito que o grande ponto forte de ‘Capitão Fantástico’ é que no segundo ato em diante o filme se torna uma espécie de road movie, onde o choque de ideologias entre as culturas rende momentos divertidos e engraçados (com destaque para a garotinha Zaja, interpretada por Shree Cooks) que tornam o tema e o filme mais leves. Os próprios conflitos também são encarados de forma bem-humorada, como na cena do restaurante onde perguntado por um dos filhos ‘o que é Coca-Cola?’ Ben responde ‘água envenenada’, ou o trágico pedido de namoro de Bo a uma garota que acabou de conhecer.
QUAL DOS DOIS LADOS É O CORRETO? Mas também há momentos muito reflexivos e encarados com seriedade dentro desse choque ideológico. Há uma cena muito interessante e bem feita onde um encontro no jantar vai acabar desencadeando em uma grande discussão sobre o que se aprende nas escolas hoje em dia é conhecimento ou é mais uma ‘preparação’ para o mundo real, embora Kathryn Han e Steve Zahn não tenham um terço da capacidade dramática e presença de tela que Viggo Mortensen tem. Isso fica ainda mais claro quando Viggo contracena com Frank Langella em outra discussão sobre como criar um filho. A imponência desses dois atores é tão forte e presente que conseguimos entender o ponto de vista dos dois personagens. Não há aqui herói ou vilão, apenas dois lados extremos que precisam entender um ao outro e encontrar um equilíbrio ideal para conviverem juntos.
O figurino de Mortensen e Langella reforça o antagonismo de ideologias que defendem O figurino de Mortensen e Langella reforça o antagonismo de ideologias que defendem
DISCURSO PROBLEMÁTICO E VIGGO MORTENSEN: Uma das frases mais marcantes do filme é quando um dos personagens diz ‘Nossas ações nos definem, não nossas palavras’. Essa é uma frase linda, mas colocando na prática, contradiz muito do que faz o protagonista. Embora Ben seja retratado em vários momentos como alguém valente e destemido, que fala abertamente sobre tudo, suas ações acarretam muitos problemas na vida de seus filhos, física e socialmente. Mas, apesar de um personagem contraditório (incentiva o roubo e uso de armas, embora talvez seja essa a intenção da direção), Viggo mais uma vez entrega uma atuação incrível, um verdadeiro camaleão. Sua expressividade e a jornada fílmica que seu personagem atravessa certamente são resultado da entrega e plausibilidade que ele passa ao papel. Possível segunda indicação ao Oscar para o ator.
DIREÇÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS: Embora particularmente o filme não tenha me atingido a um nível emocional, não há como negar que a direção de Matt Ross é sólida e eficiente. Há uma bela cena onde Bo parte pela janela do carro, sendo separado cada vez mais do mundo externo onde deseja estar, que é muito bonita. Algumas referências mais obscuras funcionam como metáforas, enquanto outras não. Por exemplo, em uma cena na fogueira, Rellian (Nicholas Hamilton, o filho rebelde) lê um livro chamado ‘Os Irmãos Karamazov’, de Dostoievski. A aclamada obra fala sobre filhos que se revoltaram contra seu pai. Já outra personagem fala sobre o livro ‘Lolita’, de como o espectador/leitor consegue simpatizar com o protagonista controverso ao conhecer a história sob seu ponto de vista, mas essa metáfora não funcionou comigo (em momento algum do filme eu ‘comprei’ a ideologia de Ben, acho que faltou convicção ao personagem e seus filhos sofreram com isso). De qualquer forma, entre erros e acertos ‘Capitão Fantástico’ é uma dramédia que funciona muito pelos méritos da atuação de Viggo Mortensen e consegue conquistar o espectador pelo carisma e rebeldia dos seus personagens.
As vestimentas extravagantes servem ao filme como forma de demonstrar que Ben e as crianças não são pessoas 'comuns' e estão bem longe da sua zona de conforto As vestimentas extravagantes servem ao filme como forma de demonstrar que Ben e as crianças não são pessoas 'comuns' e estão bem longe da sua zona de conforto
E você, já assistiu ou está ansioso para ver? Concorda ou discorda da análise? Deixe seu comentário ou crítica (educadamente) e até a próxima!
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Pimenta FinalPimenta Biquinho
A chamada Pimenta Biquinho é geralmente apreciada como tira-gosto, seu pequeno tamanho a torna ideal para que seja consumida por inteira como aperitivo. Ela representa os filmes popularmente chamados de ‘água com açúcar’, que não são filmes ruins, mas que são apenas para entretenimento, ou seja, não possuem nada de muito especial para serem considerados filmes marcantes.
Sinopse
Nas florestas do Pacífico Norte, um pai de seis crianças com educação física e rigorosas é forçado a deixar seu paraíso ao ar-livre e ir viver na cidade. Será que lá ele será capaz de manter os valores que ensinou às crianças?
Ficha Técnica
  • Direção: Matt Ross
  • Roteiro: Matt Ross
  • Gênero: Drama, Comédia
  • Produção:
  • Elenco: Viggo Mortensen, Frank Langella, Kathryn Hahn
  • Nacionalidade: EUA
  • Ano de Produção: 2016
  • Data de Lançamento: 22/12/2016
  • Distribuição: UNIVERSAL PICTURES
Classificação
  • Direção:
  • Roteiro:
  • Fotografia:
  • Trilha-Sonora:
  • Montagem:
  • Efeitos Especiais:
  • Maquiagem:
  • Figurino:
  • Efeitos Visuais:
  • Direção de Arte:
  • Elenco:
fantasticoposter OS PRÓS E CONTRAS DE 'CAPITÃO FANTÁSTICO' EM 9 TÓPICOS SIMPLES E OBJETIVOS.
‘Ele os preparou para tudo, exceto para o mundo externo’.
RESUMO: Ben (Viggo Mortensen) vive na floresta, longe da civilização com seus seis filhos. Lá ele os educa e ensina a se fortalecerem física e emocionalmente contra os perigos da sociedade moderna. Mas tudo muda quando a mãe das crianças – que estava hospitalizada – morre e vai ser enterrada pelo seu pai, que não quer de forma alguma o viúvo na cerimônia. Ciente de que o ultimo pedido da esposa foi ser cremada, mesmo assim Ben parte com os filhos para a cidade para realizar esse desejo. O filme é escrito e dirigido por Matt Ross, um ex-ator (‘Psicopata Americano’, ‘O Aviador’) que dirige seu segundo longa-metragem na carreira.
ESSÊNCIA: ‘Capitão Fantástico’ foi inspirado pela experiência própria do diretor ao encarar a paternidade. Apesar de ser uma produção modesta, é um projeto bastante ambicioso pela forma como aborda os temas que se propõe a discutir. Eu vejo em sua essência um ensaio sobre o quanto do mundo em que vivemos nossos filhos precisam conhecer e o quanto é importante mantermos afastados deles. É possível viver em harmonia com a natureza na sociedade contemporânea? No caminho para responder essas questões, em sua maior parte o filme critica a sociedade consumista e por meio do choque cultural e de ideologias também questiona a eficiência do nosso sistema educacional, se estamos criando futuros seres pensantes ou pessoas condicionadas a viver eternamente sob o regime de instituições autoritárias, que controlam certos meios de produção.
ESQUERDISTA: O filme explora filosofias políticas que vão contra o governo como conhecemos hoje. O fato de, ao invés de comemorarem o Natal como a maioria das pessoas, fazerem uma festa em homenagem a Noam Chomsky – que também ficou conhecido por ser contra a ideia de controle centralizado da economia por parte do estado – fortalece esse argumento. Há um outo momento bem emblemático que é quando vemos Ben usando uma camiseta ‘Jackson 88’. Para quem não pegou a referência, Jesse Jackson foi um ativista negro que se candidatou duas vezes à presidência dos EUA, em 1984 e 1988. Ele era o candidato do partido democrata e ficou muito conhecido por criar a ‘Rainbow Coalition’, ou seja, uma política focada no auxílio a todas as minorias (afroamericanos, latinos, árabes, homossexuais, pobres e etc.). Jackson fora derrotado por Ronald Reagan e George W. Bush (pai), respectivamente.
Mais uma vez o figurino é usado para reforçar a ideologia do personagem Neste exemplo, o figurino é usado para reforçar a ideologia do personagem
ROTEIRO: O ‘coração’ do filme (ou seja, o evento que move as ações dentro da narrativa) é a morte de Leslie (Trin Miller), (a) esposa de Ben, (b) mãe das crianças e (c) filha de Jack (Frank Langella). É através desses três núcleos (a, b e c) que o espectador irá conhecer os pontos de vistas dos personagens para entendê-los melhor. Tanto Ben e Leslie quanto Jack, Harper e Dave (os parentes ‘civilizados’ de Leslie) representam o extremo de suas convicções (liberais ou conservadores). No centro dessa disputa de ideologias estão as crianças, alguns rebeldes, outros selvagens, mas ainda em uma jornada de autodescoberta. O filme decide explorar essa contradição por meio do drama particular vivido pelo filho mais velho Bo (George MacKay), que ao se aproximar da idade adulta passa a confrontar dilemas como escolher uma Universidade, se relacionar com garotas, coisas que não estão nos livros em que estudou.
SAÍDA DA ZONA DE CONFORTO: Ben e Leslie criaram seus filhos longe da civilização que consideravam ‘fascista’ e fútil, os educando em casa, ensinando a se defenderem fisicamente e a sobreviverem em um ambiente hostil. Isso os fortalece também como seres humanos, demonstrando muita união. Exceto pela saudade da mãe – que estava hospitalizada – eles viviam num verdadeiro paraíso particular. E ao desafiarem seu avô (que culpa Ben pela morte da filha) e irem para o enterro mesmo contra a vontade dele, as crianças (e Ben) vão aprender que o mundo é perfeito quando vivemos na nossa zona de conforto, mas quando nos arriscamos e confrontamos ideias contrárias as nossas convicções é que realmente estamos vivendo em sociedade e dispostos a crescer como pessoas.
ROAD MOVIE: Apesar de todo esse discurso que poderia ter tornado o filme uma verdadeira ‘chatice’ ideológica, acredito que o grande ponto forte de ‘Capitão Fantástico’ é que no segundo ato em diante o filme se torna uma espécie de road movie, onde o choque de ideologias entre as culturas rende momentos divertidos e engraçados (com destaque para a garotinha Zaja, interpretada por Shree Cooks) que tornam o tema e o filme mais leves. Os próprios conflitos também são encarados de forma bem-humorada, como na cena do restaurante onde perguntado por um dos filhos ‘o que é Coca-Cola?’ Ben responde ‘água envenenada’, ou o trágico pedido de namoro de Bo a uma garota que acabou de conhecer.
QUAL DOS DOIS LADOS É O CORRETO? Mas também há momentos muito reflexivos e encarados com seriedade dentro desse choque ideológico. Há uma cena muito interessante e bem feita onde um encontro no jantar vai acabar desencadeando em uma grande discussão sobre o que se aprende nas escolas hoje em dia é conhecimento ou é mais uma ‘preparação’ para o mundo real, embora Kathryn Han e Steve Zahn não tenham um terço da capacidade dramática e presença de tela que Viggo Mortensen tem. Isso fica ainda mais claro quando Viggo contracena com Frank Langella em outra discussão sobre como criar um filho. A imponência desses dois atores é tão forte e presente que conseguimos entender o ponto de vista dos dois personagens. Não há aqui herói ou vilão, apenas dois lados extremos que precisam entender um ao outro e encontrar um equilíbrio ideal para conviverem juntos.
O figurino de Mortensen e Langella reforça o antagonismo de ideologias que defendem O figurino de Mortensen e Langella reforça o antagonismo de ideologias que defendem
DISCURSO PROBLEMÁTICO E VIGGO MORTENSEN: Uma das frases mais marcantes do filme é quando um dos personagens diz ‘Nossas ações nos definem, não nossas palavras’. Essa é uma frase linda, mas colocando na prática, contradiz muito do que faz o protagonista. Embora Ben seja retratado em vários momentos como alguém valente e destemido, que fala abertamente sobre tudo, suas ações acarretam muitos problemas na vida de seus filhos, física e socialmente. Mas, apesar de um personagem contraditório (incentiva o roubo e uso de armas, embora talvez seja essa a intenção da direção), Viggo mais uma vez entrega uma atuação incrível, um verdadeiro camaleão. Sua expressividade e a jornada fílmica que seu personagem atravessa certamente são resultado da entrega e plausibilidade que ele passa ao papel. Possível segunda indicação ao Oscar para o ator.
DIREÇÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS: Embora particularmente o filme não tenha me atingido a um nível emocional, não há como negar que a direção de Matt Ross é sólida e eficiente. Há uma bela cena onde Bo parte pela janela do carro, sendo separado cada vez mais do mundo externo onde deseja estar, que é muito bonita. Algumas referências mais obscuras funcionam como metáforas, enquanto outras não. Por exemplo, em uma cena na fogueira, Rellian (Nicholas Hamilton, o filho rebelde) lê um livro chamado ‘Os Irmãos Karamazov’, de Dostoievski. A aclamada obra fala sobre filhos que se revoltaram contra seu pai. Já outra personagem fala sobre o livro ‘Lolita’, de como o espectador/leitor consegue simpatizar com o protagonista controverso ao conhecer a história sob seu ponto de vista, mas essa metáfora não funcionou comigo (em momento algum do filme eu ‘comprei’ a ideologia de Ben, acho que faltou convicção ao personagem e seus filhos sofreram com isso). De qualquer forma, entre erros e acertos ‘Capitão Fantástico’ é uma dramédia que funciona muito pelos méritos da atuação de Viggo Mortensen e consegue conquistar o espectador pelo carisma e rebeldia dos seus personagens.
As vestimentas extravagantes servem ao filme como forma de demonstrar que Ben e as crianças não são pessoas 'comuns' e estão bem longe da sua zona de conforto As vestimentas extravagantes servem ao filme como forma de demonstrar que Ben e as crianças não são pessoas 'comuns' e estão bem longe da sua zona de conforto
E você, já assistiu ou está ansioso para ver? Concorda ou discorda da análise? Deixe seu comentário ou crítica (educadamente) e até a próxima!