Pipoca de Pimenta | Diversão é entender o conteúdo!
Trolls
Publicado por Danilo Calazans em 27.10.2016
Sinopse
Poppy é uma otimista, e também líder dos Trolls. Junto de Ramo, que tem a personalidade totalmente distinta da dela, parte em uma aventura que os leva muito além do único mundo que eles conhecem.
Ficha Técnica
  • Direção: Mike Mitchell, Walt Dohrn
  • Roteiro: Jonathan Aibel, Glenn Berger
  • Gênero: Animação, Aventura, Fantasia
  • Produção:
  • Elenco: Justin Timberlake, Anna Kendrick
  • Nacionalidade: EUA
  • Ano de Produção: 2016
  • Data de Lançamento: 27/10/2016
  • Distribuição: FOX FILMES
Classificação
  • Direção:
  • Roteiro:
  • Fotografia:
  • Trilha-Sonora:
  • Montagem:
  • Efeitos Especiais:
  • Maquiagem:
  • Figurino:
  • Efeitos Visuais:
  • Direção de Arte:
  • Elenco:
trolls_poster_goldposter_com_2 ‘Encontre seu lugar feliz’.
Um grupo de Trolls (criaturinhas alegres, coloridas e dançantes) precisa escapar dos Bergens, criaturas tristes que inventaram um festival para devorar os Trolls todos os anos, porque acreditam que esta é a única forma de alcançarem a felicidade. A animação é da Dreamworks, mesmo estúdio que trouxe para as telas o grande sucesso ‘Shrek’. A direção é de Mike Mitchell, diretor de alguns filme de comédia, como ‘Gigolô por Acidente’ e outros mais voltados para as crianças e a família, como ‘Shrek para Sempre’ (ou Shrek 4) e ‘Alvin e os Esquilos 3’. Aqui em ‘Trolls’, Mike conta com a co-direção do especialista em animação Walt Dohrn.
Os Trolls são aquelas bonequinhas com cabelo espichado – há uma delas inclusive em ‘Toy Story’ – que foram criadas por Tomas Dam na Dinamarca em 1958. O filme também marca a terceira adaptação do estúdio que não é baseada em um livro infantil - que são as fontes mais comuns de adaptação atualmente (só para constar, as outras duas são ‘Os Sem-Floresta’ e ‘As Aventuras de Peabody & Sherman’). A produção realmente traduz ao pé da letra o significado do termo ‘animação’, sendo este um dos filmes com os personagens mais empolgados dos últimos tempos. Cantar, dançar e abraçar, é assim que os Trolls vão levando a vida apesar dos perigos que os acercam. O visual super colorido e alegre, apresentado como um conto de fadas cria um clima contagiante, auxiliado por músicas bastante animadas. E é esse clima que vai ditar todo o tom do filme, logo destacando dois personagens principais: a animada Princesa Poppy e o emburrado Tronco, um Troll que gosta de viver na tranquilidade do seu sossego.
Em meio a várias canções que vão desde Lionel Ritchie, Bonnie Tyler e Simon and Garfunkel a Gorillaz e ao próprio Justin Timberlake - que na versão original dubla Tronco - o filme toca em alguns pontos interessantes como a busca da felicidade, deixar de ser egoísta e sair da sua zona de conforto para ajudar outras pessoas e também aprender responsabilidades, amadurecer. Não é nem de longe uma trama original e também não se aprofunda nas suas investidas para deixar uma ‘lição’ de moral ao espectador, mas muito provavelmente não era essa a intenção da produção. A própria presença assustadora dos Bergens (devoradores de trolls, afinal!) é bastante suavizada através do seu jovem rei, que é incapaz de degustar um ‘trollzinho’ que já está dentro de sua boca. Se por um lado isso reprime qualquer impacto dramático que o filme poderia ter, por outro, mantém essa aura de ingenuidade para atingir as crianças, que afinal são o público-alvo do filme. Lembrando que nem toda animação vai ter o objetivo de se comunicar com adultos e crianças como a Pixar faz, portanto, o objetivo de ‘Trolls’ é fazer um musical (algo que o estúdio não faz desde ‘O Príncipe do Egito’) mesclado com uma aventura repleta de humor pastelão. Em outras palavras, ao invés de ir para o lado da emoção, ‘Trolls’ prefere fazer seu espectador rir.
Concluindo, ‘Trolls’ é uma aventura ingênua que usa a história de dois personagens com personalidades opostas se unindo contra o mal, apoiada por uma seleção de músicas excelente que traz um charme hora empolgante, hora divertido para o filme. Há dois momentos que se destacam, a cena mais sensível do filme, quando todos parecem derrotados e uma bela canção vem alegrar e uma cena particularmente interessante, que é quando um personagem canta ‘Hello darkness, My old Friend’ (Sounds of Silence) para o outro. A propósito, algo que incomoda ou pelo menos fica confuso é o fato de na versão nacional algumas canções originais serem mantidas enquanto outras têm a letra alterada para o português e são dubladas. Ah, e tem uma nuvenzinha que rouba a cena em determinado momento, é o personagem mais ‘trollador’ do filme, se me permitem o trocadilho. Não é um filme memorável que irá entrar para a galeria das grandes animações, mas certamente deve agradar muitas crianças por aí.
UM MOMENTO APIMENTADO: Princesa Poppy cantando ‘Sounds of Silence’ para Tronco, um dos momentos mais fofos do filme.
Tags
Vem Comentar!
Apagar Luz
Assistir ao Trailer
Pimenta FinalPimenta Biquinho
A chamada Pimenta Biquinho é geralmente apreciada como tira-gosto, seu pequeno tamanho a torna ideal para que seja consumida por inteira como aperitivo. Ela representa os filmes popularmente chamados de ‘água com açúcar’, que não são filmes ruins, mas que são apenas para entretenimento, ou seja, não possuem nada de muito especial para serem considerados filmes marcantes.
Sinopse
Poppy é uma otimista, e também líder dos Trolls. Junto de Ramo, que tem a personalidade totalmente distinta da dela, parte em uma aventura que os leva muito além do único mundo que eles conhecem.
Ficha Técnica
  • Direção: Mike Mitchell, Walt Dohrn
  • Roteiro: Jonathan Aibel, Glenn Berger
  • Gênero: Animação, Aventura, Fantasia
  • Produção:
  • Elenco: Justin Timberlake, Anna Kendrick
  • Nacionalidade: EUA
  • Ano de Produção: 2016
  • Data de Lançamento: 27/10/2016
  • Distribuição: FOX FILMES
Classificação
  • Direção:
  • Roteiro:
  • Fotografia:
  • Trilha-Sonora:
  • Montagem:
  • Efeitos Especiais:
  • Maquiagem:
  • Figurino:
  • Efeitos Visuais:
  • Direção de Arte:
  • Elenco:
trolls_poster_goldposter_com_2 ‘Encontre seu lugar feliz’.
Um grupo de Trolls (criaturinhas alegres, coloridas e dançantes) precisa escapar dos Bergens, criaturas tristes que inventaram um festival para devorar os Trolls todos os anos, porque acreditam que esta é a única forma de alcançarem a felicidade. A animação é da Dreamworks, mesmo estúdio que trouxe para as telas o grande sucesso ‘Shrek’. A direção é de Mike Mitchell, diretor de alguns filme de comédia, como ‘Gigolô por Acidente’ e outros mais voltados para as crianças e a família, como ‘Shrek para Sempre’ (ou Shrek 4) e ‘Alvin e os Esquilos 3’. Aqui em ‘Trolls’, Mike conta com a co-direção do especialista em animação Walt Dohrn.
Os Trolls são aquelas bonequinhas com cabelo espichado – há uma delas inclusive em ‘Toy Story’ – que foram criadas por Tomas Dam na Dinamarca em 1958. O filme também marca a terceira adaptação do estúdio que não é baseada em um livro infantil - que são as fontes mais comuns de adaptação atualmente (só para constar, as outras duas são ‘Os Sem-Floresta’ e ‘As Aventuras de Peabody & Sherman’). A produção realmente traduz ao pé da letra o significado do termo ‘animação’, sendo este um dos filmes com os personagens mais empolgados dos últimos tempos. Cantar, dançar e abraçar, é assim que os Trolls vão levando a vida apesar dos perigos que os acercam. O visual super colorido e alegre, apresentado como um conto de fadas cria um clima contagiante, auxiliado por músicas bastante animadas. E é esse clima que vai ditar todo o tom do filme, logo destacando dois personagens principais: a animada Princesa Poppy e o emburrado Tronco, um Troll que gosta de viver na tranquilidade do seu sossego.
Em meio a várias canções que vão desde Lionel Ritchie, Bonnie Tyler e Simon and Garfunkel a Gorillaz e ao próprio Justin Timberlake - que na versão original dubla Tronco - o filme toca em alguns pontos interessantes como a busca da felicidade, deixar de ser egoísta e sair da sua zona de conforto para ajudar outras pessoas e também aprender responsabilidades, amadurecer. Não é nem de longe uma trama original e também não se aprofunda nas suas investidas para deixar uma ‘lição’ de moral ao espectador, mas muito provavelmente não era essa a intenção da produção. A própria presença assustadora dos Bergens (devoradores de trolls, afinal!) é bastante suavizada através do seu jovem rei, que é incapaz de degustar um ‘trollzinho’ que já está dentro de sua boca. Se por um lado isso reprime qualquer impacto dramático que o filme poderia ter, por outro, mantém essa aura de ingenuidade para atingir as crianças, que afinal são o público-alvo do filme. Lembrando que nem toda animação vai ter o objetivo de se comunicar com adultos e crianças como a Pixar faz, portanto, o objetivo de ‘Trolls’ é fazer um musical (algo que o estúdio não faz desde ‘O Príncipe do Egito’) mesclado com uma aventura repleta de humor pastelão. Em outras palavras, ao invés de ir para o lado da emoção, ‘Trolls’ prefere fazer seu espectador rir.
Concluindo, ‘Trolls’ é uma aventura ingênua que usa a história de dois personagens com personalidades opostas se unindo contra o mal, apoiada por uma seleção de músicas excelente que traz um charme hora empolgante, hora divertido para o filme. Há dois momentos que se destacam, a cena mais sensível do filme, quando todos parecem derrotados e uma bela canção vem alegrar e uma cena particularmente interessante, que é quando um personagem canta ‘Hello darkness, My old Friend’ (Sounds of Silence) para o outro. A propósito, algo que incomoda ou pelo menos fica confuso é o fato de na versão nacional algumas canções originais serem mantidas enquanto outras têm a letra alterada para o português e são dubladas. Ah, e tem uma nuvenzinha que rouba a cena em determinado momento, é o personagem mais ‘trollador’ do filme, se me permitem o trocadilho. Não é um filme memorável que irá entrar para a galeria das grandes animações, mas certamente deve agradar muitas crianças por aí.
UM MOMENTO APIMENTADO: Princesa Poppy cantando ‘Sounds of Silence’ para Tronco, um dos momentos mais fofos do filme.